Qual a importância do mapa de risco hospitalar?

Publicado por Faculdade IDE em 31 de maio de 2019
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Qual a importância do mapa de risco hospitalar?

O mapa de risco hospitalar consiste em uma representação gráfica que permite que todos dentro da entidade tenham conhecimento e percepção da estrutura local. Esse mecanismo auxilia na visualização e implantação de precauções em ambientes considerados de maior risco para profissional e paciente.

Frente à importância do mapa de risco hospitalar, desenvolvemos o artigo a seguir para mantê-lo informado sobre esse recurso considerado um dos meios mais efetivos de garantir a segurança do ambiente. Confira conosco!

O que é mapa hospitalar?

Esse instrumento surgiu diante de um cenário de índices de acidentes de trabalho elevados, com grandes perdas humanas e econômicas. O mapa expõe de forma clara os riscos que o ambiente de trabalho pode apresentar, um conjunto de fatores que comprometem a saúde de trabalhadores e pacientes no ambiente laboral.

Esses fatores podem estar ligados a equipamentos, processos de trabalho e questões organizacionais, como jornada, técnicas, turnos, treinamentos, entre outros. Nele, é possível conferir informações como planta baixa e círculos que correspondem ao tamanho e tipo de risco, sendo, assim, uma ferramenta necessária para adotar medidas de segurança efetivas em qualquer empresa.

Qual a importância de um mapa de risco hospitalar?

A Norma Regulamentadora 5 determina que a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) seja responsável por elaborar os mapas, sempre com participação das pessoas expostas aos riscos e do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

A ferramenta tem, desde seu processo de elaboração, finalidades importantes como alerta, diagnóstico e conscientização dos funcionários presentes em ambiente hospitalar, sem se limitar somente em apresentar perigos encontrados, mas também abordando questões de comportamento e postura diante do risco existente no espaço. Isso contribui para desenvolver novas soluções e controlar os riscos.

Qual a função do mapa de risco?

Além de identificar riscos e contribuir para a criação de soluções, o mapa de risco hospitalar permite que os profissionais sejam treinados para respeitar os perigos indicados, aumentando a atenção e cautela ao acessar locais que apresentam risco elevado.

Também permite que a instituição identifique pontos vulneráveis e tenha maior preocupação com pacientes e equipe, fornecendo aos trabalhadores treinamento adequado e equipamentos de segurança que sejam próprios ao risco apresentado em determinado ambiente.

Objetivo do mapeamento de risco hospitalar

O objetivo final do mapa de risco hospitalar é reduzir acidentes e danos à saúde de pacientes e funcionários em ambiente institucional. O mapeamento se torna uma ferramenta para alcançar tal objetivo pois conscientiza também a equipe multidisciplinar (enfermeiros, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais) a buscar soluções para os problemas identificados.

Garantir a saúde e segurança dos pacientes e profissionais de saúde reduz o período de internação e absenteísmo (por parte do trabalhador), beneficiando pacientes, equipe e também a instituição.

Conscientização da equipe de trabalho

O mapa deve estar exposto em um local acessível e de alta movimentação, para que a equipe de funcionários tenha fácil acesso. Assim, todos podem visualizá-lo frequentemente e conhecer os riscos a que estão submetidos naquele local, tornando o trabalhador mais cauteloso diante dos perigos identificados.

Como os riscos são indicados?

Durante a elaboração, agentes de risco são diagnosticados e classificados em diferentes grupos e apresentados no mapa de risco em formato de círculos coloridos. Os diferentes riscos representados nas cores abaixo.

Verde

Esse grupo corresponde a riscos físicos, como calor, frio, ruído, vibração, umidade, pressões anormais, radiações ionizante e não ionizante.

Vermelho

A cor vermelha indica o grupo de risco de agentes químicos, em que estão relacionados gases, vapores, produtos químicos, poeira, substâncias compostas e outras substâncias que possam ser inaladas.

Marrom

O grupo marrom representa agentes biológicos, como vírus, bactérias, fungos, parasitas, protozoários e outros micro-organismos que podem causar graves danos à saúde.

Amarelo

Os riscos ergonômicos são apresentados pela cor amarela e relacionados à organização. Seus agentes de risco são representados como levantamento de peso, longas jornadas laborais, turnos noturnos, esforço físico exacerbado e ritmo intenso.

Azul

O último grupo representa riscos de acidentes. Os agentes de risco de acidentes são: ferramentas defeituosas, falta de equipamento de proteção individual (EPI), armazenamento inadequado, máquinas sem proteção, instalações elétricas debilitadas, iluminação inadequada, e outros.

Graus de risco

No mapa de risco hospitalar, as cores são apresentadas em círculos grandes, médios e pequenos. O tamanho de cada esfera determina a dimensão do risco no local, variando entre leve, moderado ou elevado.

Os círculos tornam a visualização do mapa mais clara, precisa e de fácil entendimento para todos. Caso ocorra alguma alteração na estrutura do ambiente, um novo mapa de risco deve ser elaborado.

O que é classificação de risco em urgências e emergências?

Assim como o mapa de risco é essencial para identificar riscos no ambiente hospitalar, a Classificação de Riscos em Unidades de Urgência e Emergência tem como objetivo avaliar e identificar pacientes que precisam de atendimento prioritário conforme gravidade clínica, risco à saúde e sofrimento.

Essa é outra ferramenta voltada para a saúde do paciente que prioriza o atendimento após avaliação complexa realizada por um profissional adequado (enfermeiro ou médico). No Brasil é utilizado atualmente o modelo de protocolo de Manchester.

No entanto, o acolhimento com classificação de risco tornou-se um olhar ampliado sobre a classificação de risco. A Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde estabeleceu o Acolhimento com Classificação de Risco com ferramenta de humanização, visando determinar mudanças na maneira de atender pacientes que procuram serviços de saúde, acolhendo o cidadão e garantindo a satisfação de suas necessidades.

Na área obstétrica, o acolhimento também começou a fazer parte da triagem, tornando o período de atendimento da gestante mais humanizado, baseado em evidências científicas e qualificação do profissional por meio de Curso de Extensão em Acolhimento e Classificação de Riscos em Unidades de Urgência e Emergência da Faculdade IDE, disponível hoje nas cidades de Caruaru, Recife, Serra Talhada, Fortaleza e Garanhuns.

Você pôde conhecer a importância do mapa de risco hospitalar na vida da equipe de trabalho e também dos pacientes. É fundamental que o profissional realize treinamentos periódicos para exercer suas funções com cautela e segurança em seu espaço de trabalho.

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