Afinal, o que estuda a neuropsicologia?

Publicado por IDE Cursos em 22 de junho de 2018
Categorias:
Afinal, o que estuda a neuropsicologia?

Você já ouviu falar sobre neuropsicologia? Tem interesse em fazer uma especialização na área? Então, saiba que se trata de um campo em expansão, inclusive no Brasil. Descobertas recentes sobre a relação entre comportamento e funcionamento do cérebro são resultados dessa expansão.

O interesse pela neurociência tem feito surgirem cursos de especialização, além do crescimento da literatura científica sobre o assunto. A neuropsicologia oferece ao profissional uma oportunidade ampla de escolhas quando se trata de mercado de trabalho.

Portanto, não deixe de ler o artigo até o fim. Saiba agora o que é a neuropsicologia, quais as possibilidades de atuação e como são os cursos da área!

Neuropsicologia: o que é isso?

A neuropsicologia é um ramo da Psicologia, que estuda as lesões cerebrais causadoras de déficits em diversas áreas da cognição. É um ramo que já existia há muitas décadas, porém, apenas recentemente ganhou um campo de estudo e atuação exclusivo.

Mas, antes de tudo, o que é “cognição”? Em resumo, o termo está ligado a conhecimento; acumulação de informações que adquirimos por meio da aprendizagem ou experiência. Atualmente, a definição mais aceita é “habilidade para processar informações por meio da percepção”.

Como surgiu a neuropsicologia?

A neuropsicologia surgiu a partir do interesse em compreender a localização das funções mentais. Havia a busca por estudar os soldados que voltavam da guerra, pois apresentavam alterações de várias ordens (comportamento, memória, linguagem, raciocínio etc.). O termo surgiu por volta do início do século XX.

Evidências contribuíram para que a neuropsicologia ganhasse espaço hoje, como o caso do funcionário americano Phineas Gage. Em decorrência de uma explosão, ele teve o cérebro perfurado por uma barra de metal. Apesar de ter sobrevivido, seu comportamento sofreu mudanças drásticas. A lesão tinha provocado uma transformação comportamental tão grave que gerou interesse dos estudiosos em neurociências.

Em 2004, o Conselho Federal de Psicologia reconheceu a neuropsicologia como especialidade da área.

Como funciona essa atividade?

O profissional da neuropsicologia trabalha em conjunto com outros profissionais, como pediatras, fonoaudiólogos, psicopedagogos e psicólogos, já que uma abordagem multidisciplinar é necessária para abranger todos os aspectos de uma dada patologia.

Para identificar lesões cerebrais, o neuropsicólogo realiza um conjunto de testes chamado de “avaliação neuropsicológica”. Assim, é possível observar os efeitos cognitivos e comportamentais causadores de desordens neurológicas.

A avaliação neuropsicológica pode determinar quais funções cognitivas estão preservadas e quais estão comprometidas. Esse tipo de avaliação mede determinadas habilidades, como atenção, linguagem, raciocínio, memória, aprendizagem, entre outras. A partir dessa avaliação, é possível saber o tipo de intervenção necessário para um determinado indivíduo.

Para quem a avaliação neuropsicológica é indicada?

Para pessoas de todas as idades. Em crianças, geralmente, a avaliação é voltada para alterações comportamentais relacionadas com as dificuldades de aprendizado. No entanto, também pode ser indicada para casos de depressão, transtornos psiquiátricos, entre outros.

Por que a neuropsicologia é importante?

Após o diagnóstico, a reabilitação de um paciente é possível devido à plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de se auto-regenerar. O neuropsicólogo pode auxiliar o paciente a reestruturar hábitos e melhorar as relações sociais, possibilitando uma maior qualidade de vida.

Em resumo, a neuropsicologia é importante porque investiga as funções cognitivas, sensoriais, motoras, emocionais e sociais de uma pessoa, com o objetivo de detectar algum comprometimento funcional.

Quais são as áreas de atuação?

O neuropsicólogo pode trabalhar em alguns locais, como hospitais, clínicas, consultórios privados, escolas, atendimentos domiciliares, entre outras possibilidades. Ele leva em conta a orientação às famílias, o que é essencial para uma recuperação efetiva.

Em se tratando de ambiente escolar, o profissional pode atuar de forma a avaliar as dificuldades dos alunos e como andam as suas funções executivas. É possível ainda trabalhar em clínicas de reabilitação, realizando diagnósticos e planejando propostas de intervenção para pacientes.

Outro meio de atuação é dentro do ambiente acadêmico (realizando pesquisas), ou como docente, ajudando na formação de futuros profissionais.

Logo, um neuropsicólogo pode atuar com:

  • emissão de laudos: para clínicas, processos forenses ou perícia. Auxilia nas decisões de outros profissionais de áreas relacionadas, analisando o desempenho intelectual de um indivíduo;
  • reabilitação neuropsicológica infantil: trabalho realizado tanto de forma individual quanto com os pais/responsáveis e educadores. Diagnóstico de transtornos de aprendizagem, como dislexia e TDAH;
  • diagnóstico precoce: identificação de doenças, como Alzheimer e Parkinson, além de outros tipos de enfermidades neurodegenerativas;
  • no desenvolvimento e na criação de materiais e testes que possam auxiliar no diagnóstico e na reabilitação.

O crescimento da neuropsicologia

A presença de neuropsicólogos vem aumentando consideravelmente em determinados espaços, como escolas (no melhoramento da aprendizagem), sistema judicial (para avaliar capacidades cognitivas), ou até agências de marketing (o chamado neuromarketing).

O neuropsicólogo Daniel Kahneman ganhou o Prêmio Nobel de Economia, devido aos seus estudo sobre como a forma de pensar pode influenciar os nossos comportamentos.

Em seu livro, “Pensando, rápido e devagar”, Kahneman defende a tese de que a maior parte das nossas decisões é emocional. Mesmo quando alguém acredita que está sendo racional, está agindo pela emoção. Isso explicaria por que as pessoas criam empatia por um indivíduo com base em sua fisionomia, ou porque professores tendem a dar notas mais altas para alunos que já se destacam na escola.

Para dar um outro exemplo, muitas escolas estão buscando profissionais de neuropsicologia para orientarem os pais e docentes em palestras. O intuito é informar e abrir um debate sobre os processos de aprendizagem, além de demonstrar como a neuropsicologia pode contribuir para o contexto escolar.

Existem cursos de neuropsicologia?

Como a neuropsicologia é uma área em crescimento, cada vez mais solicitada no momento do diagnóstico, existem muitos cursos de especialização disponíveis aos interessados.

A pós-graduação em neuropsicologia clínica, por exemplo, capacita o profissional para a realização da avaliação neuropsicológica em pessoas com possíveis comprometimentos nas funções cognitivas.

Dentro da grade curricular, algumas das disciplinas estudadas são: Psicofarmacologia, Neuroanatomia, Praxia e Memória, Funções Executivas, Métodos de Avaliação e Casos Clínicos. O público-alvo desse tipo de curso geralmente é composto de profissionais das áreas de Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina e Psicologia.

Vale diferenciar os termos “neuropsicologia” e “neurociência”, que podem ser confundidos. A neuropsicologia utiliza-se das descobertas da neurociência para interpretar o comportamento dos indivíduos.

Por que se especializar em neuropsicologia?

De modo geral, especializar-se é sempre uma boa opção. Você se aprofundará sobre o assunto, tornando-se um especialista; será possível atualizar seus conhecimentos; você conhecerá novos profissionais e ampliará sua rede de contatos; há uma oportunidade de mudança de carreira e existem maiores chances de subir de cargo, obtendo melhores salários.

Mas por que escolher especificamente a neuropsicologia?
Entenda:

  • você terá condições de nortear os demais profissionais de saúde que acompanham o paciente;
  • como é um campo de atuação em constante atualização e crescimento, cada vez mais, são necessários profissionais qualificados;
  • são várias as oportunidades de trabalho disponíveis, pois você conseguirá diagnosticar e tratar inúmeras disfunções cerebrais. Os campos de atuação incluem instituições de ensino, hospitais, consultórios privados, e até a área forense;
  • você dominará diversos tipos de avaliação, podendo quantificar e qualificar alterações das funções cognitivas, e buscando meios de tratamento;
  • será possível ajudar no planejamento da reabilitação de um paciente, identificando quais são as “forças e fraquezas” cognitivas.

Se você é da área da saúde e tem interesse em ampliar conhecimentos, fazer uma especialização em neuropsicologia pode ser uma ótima ideia. O mercado de trabalho oferece várias opções, de acordo com o que tem mais a ver com seus objetivos. Para escolher um bom curso, verifique se a instituição é credenciada pelo MEC, as avaliações, o corpo docente, a grade curricular, e é claro, se os custos são compatíveis com sua realidade financeira.

Ficou interessado na área de neuropsicologia? Então, confira o curso de neuropsicologia clínica no IDE! Profissionais brilhantes pensam além!

Posts relacionados