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Outubro Rosa: Precisamos falar sobre o câncer de mama e colo do útero

Precisamos falar sobre o câncer de mama e colo do útero.

Outubro Rosa: Precisamos falar sobre o câncer de mama e colo do útero

O movimento do Outubro Rosa foi criado na última década do século XX,  pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, desde então a data é celebrada anualmente em um movimento internacional que se reflete nos mais diversos países com foco na  conscientização como principal meio de controle e detecção precoce do câncer de mama e colo do útero.

Com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade, este ano, o trabalho precisa ser redobrado, pois, muitas mulheres devido a pandemia do covid-19, relaxaram quanto aos autocuidados.

O Câncer de Mama no Brasil

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres em todo o mundo (fora o câncer de pele), representando quase um terço de todos os casos da doença, e a cada ano cerca de 60 mil mulheres recebem um diagnóstico indesejado.

No Brasil, estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que 66.280 mulheres desenvolverão esse tipo de câncer a cada ano entre 2020 e 2022. Só no estado de Pernambuco existe uma taxa de 47,86 casos de neoplasia maligna na mama e 13,03 casos no colo do útero, considerando pesquisa realizada para cada 100 mil mulheres.

Acompanhando os mapas abaixo, podem ser vistas as projeções pelos diversos estados brasileiros:

Outubro Rosa: Precisamos falar sobre o câncer de mama e colo do útero
Outubro Rosa: Precisamos falar sobre o câncer de mama e colo do útero


Você pode conferir a informação atualizada diretamente no mapa do INCA.

Fatores de Risco:

Para o câncer de mama os principais fatores de risco são: menstruação precoce, menopausa tardia, histórico familiar e uso de contraceptivos hormonais.

Já para o câncer do colo do útero, são considerados fatores de risco: infecção pelo vírus HPV, início precoce da atividade sexual (antes dos 14 anos), falta de conhecimento sobre cuidados preventivos para manter a saúde e uso prolongado de contraceptivos.

Segundo o INCA, até 13% dos casos poderia ser evitados com a prática de habitos saudáveis como: uma alimentação saudável, prática de atividades físicas, evitar o consumo exacerbado de álcool e o hábito do tabagismo.

Sintomas e outros meios de diagnósticos

No início do século XX, com o avanço das tecnologias, os aparelhos de Raio-X começaram a ser usados para o diagnóstico de alguns tipos de câncer. A radiografia das mamas teve início em 1913 quando foi criado um aparelho específico: o mamógrafo.

A mamografia é um exame por imagem, capaz de identificar nódulos mesmo antes de serem palpáveis. A partir de 1976, se tornou o método de escolha para o diagnóstico do câncer de mama.

Realize o autoexame: e esteja atenta a qualquer alteração como o endurecimento de partes da mama, surgimento de nódulos na mama, mudanças na pele como retração ou aparência de casca de laranja, saída espontânea de líquido do mamilo, vermelhidão ou mudança no formato do mamilo, nódulos no pescoço ou nas axilas, dor ou inversão no mamilo, inchaços irregulares sem causas aparentes..

Já quanto ao câncer no colo do útero, a doença pode ter um desenvolvimento lento como sangramento vaginal, dores abdominais frequentes associadas a intestinais e urinarias, dores vaginais após relações sexuais,

Tratamento

Ambos os tipos de câncer TÊM CURA, e para isso, é importante ter um diagnóstico precoce, pois quando encontrado cedo, a chance de cura chega a 95% , e afinal, a prevenção  continua sendo a melhor forma de autocuidado, além da importância de tomar a vacina contra o HPV e uso de preservativos, exames preventivos em dia, como o papanicolau e a mamografia.

Se você tem mais de 40 anos faça mamografia a cada 2 anos.

Porém, se mesmo assim, a doença chegar a acontecer, existe uma lei que obriga o SUS a realizar os exames comprobatórios do surgimento do câncer em até 30 dias, e existe também a lei que disponibiliza a cirurgia de reconstrução mamária pela rede pública.

Reserve um tempo para sua saúde em sua agenda, e caso surja alguma suspeita, consulte o seu ginecologista.

E você, o que achou deste artigo? Que tal compartilhar essas informações nas redes sociais para que seus contatos também participem do Outubro Rosa?

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