Consulta online: entenda como funciona e o que é permitido

Realizar uma consulta online no Brasil ainda é algo muito novo. Com a pandemia da Covid-19, a telemedicina precisou ser rapidamente implementada para que, ao mesmo tempo em que o isolamento social fosse respeitado, a saúde de milhares de pessoas não fosse comprometida.

Essa necessidade de uso acelerado da tecnologia para prestação de serviços básicos, inclusive os de saúde, trouxe dúvidas para diversos profissionais que trabalham com atendimento presencial.

Nesse contexto, é necessário manter-se atualizado e buscar informações constantemente. Por isso, neste post, vamos apresentar essa nova tendência que é o atendimento remoto para serviços de saúde. Acompanhe e saiba mais!

O que caracteriza uma consulta online?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda que o atendimento médico seja realizado presencialmente, exceto em situações de emergência. Entretanto, no contexto de pandemia, todos os setores precisaram se adaptar, com a implementação do home office e o distanciamento social.

Na área da saúde não foi diferente. Como há a impossibilidade de realização de exames físicos, eles puderam ser dispensados em casos não urgentes para a aplicação da telemedicina.

Desse modo, uma consulta online é uma relação estabelecida por meio de uma plataforma digital, de maneira remota, entre o médico e um paciente. Além disso, ela precisa seguir todas as prescrições do Código de Ética Médica (CEM) para ser devidamente realizada.

Outro ponto importante a ser estabelecido é a definição de regras para a realização dessas consultas. Primeiramente, é necessário que o paciente saiba como será feito o atendimento, assim como a instituição de saúde ou o profissional devem definir quais serão os métodos e canais utilizados para realizar os serviços.

Além disso, a definição de horários (agendamento) continua sendo necessária. Assim, fica a critério do médico disponibilizar um meio de contato pessoal para se comunicar após a consulta, caso surja alguma dúvida ou emergência. No entanto, esse tipo de contato pós-atendimento não pode ser cobrado, nem pode ser realizada uma consulta completa por essas vias de comunicação.

Quais regras o atendimento médico a distância deve seguir?

A telemedicina, nome dado ao atendimento médico virtual, assim como uma consulta presencial, deve seguir um conjunto de regras que asseguram a preservação do paciente e também o profissionalismo do médico.

A resolução do Conselho Federal de Medicina que deu início aos padrões atuais de atendimento online foi a CFM nº 2.227/2018, que, posteriormente, foi revogada pela CFM nº 2.228/2019. Segundo as normas, é possível realizar consulta online, tal como telediagnóstico ou telecirurgia, desde que haja consentimento do paciente.

Essa implementação foi ocasionada principalmente pela necessidade de atendimento médico em diversas regiões de difícil acesso e em momentos críticos, no qual a agilidade é primordial. Com o isolamento social, a telemedicina surge mais uma vez como uma solução para prestar serviços de saúde sem risco de exposição ao coronavírus.

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A seguir, confira alguns critérios indispensáveis para o atendimento médico online.

Privacidade e segurança

Da mesma maneira que os dados dos pacientes devem receber um tratamento seguro presencialmente, é necessário utilizar sistemas que preservem a privacidade dos indivíduos durante a captação, o armazenamento e o manuseio das informações nas consultas online.

Além disso, o sigilo profissional continua em validade. Sendo assim, cabe à instituição de saúde e ao médico seguirem a todos os termos de segurança e privacidade estabelecidos na resolução do CFM.

Documentação

É necessário também que sejam documentados todos os dados obtidos por vídeo, áudio ou texto durante uma consulta online, respeitando as regras de confidencialidade. Além do mais, é de extrema importância o paciente ou o seu responsável legal estar de acordo com o armazenamento dessas informações, sendo necessário um atestado da autorização — por áudio ou assinatura.

Os pacientes também devem ter acesso às credenciais do profissional, para eles se assegurarem de que o médico está realmente apto e autorizado pelo CFM a prestar o atendimento médico. Além disso, elaborados (isto é, receituários, atestados médicos, entre outros) devem estar devidamente assinados e certificados digitalmente.

Como se adaptar à realidade e seguir essa tendência?

Como a implementação da telemedicina tem sido feita de uma maneira muito urgente, por conta da pandemia do coronavírus, é natural sentir insegurança sobre a maneira de agir diante dessa situação.

No entanto, para dar continuidade aos serviços, prezando pela saúde da população durante o isolamento social, é fundamental se adaptar à nova realidade. Portanto, serão necessárias uma bagagem de conhecimento, uma boa capacitação e muito estudo para seguir essa tendência de atendimento. Veja como, a seguir.

Estude como essa implementação pode ser realizada

Buscar o máximo de informações possíveis sobre como realizar uma consulta online é o primeiro passo para a implementação. Isso envolve entender a regulamentação estabelecida pelos Conselhos de Medicina, verificar de que maneira a área da saúde está lidando com os meios remotos de atendimento, analisar o comportamento dos pacientes em relação a essa tendência, entre outros pontos.

Utilize prontuários eletrônicos

Essa já é uma aplicação da tecnologia na saúde e, atualmente, torna-se indispensável no atendimento remoto. Utilizar a transformação digital a seu favor trará uma maior facilidade de acesso às informações que você vai precisar, não apenas para consultas online, como também para as presenciais.

Ofereça um atendimento humanizado

O atendimento humanizado é algo que as pessoas vêm buscando cada vez mais. Ainda que a consulta seja online, ele continua sendo fundamental para estabelecer uma boa relação, transmitir confiança e trazer conforto aos seus pacientes.

Invista em infraestrutura

Para realizar as consultas online não é necessário investir em um ponto físico, mas será preciso ter uma boa infraestrutura digital a seu dispor. Ferramentas de qualidade, internet que suporte videochamadas, sistemas de segurança de dados, entre outros são alguns exemplos de investimentos obrigatórios para atender à distância.

Como visto, a consulta online está tomando passos para se tornar algo cada vez mais comum na atualidade. No entanto, ela é indicada apenas para casos com pouca urgência e dentro das resoluções do CFM. Por isso, analise bem as regulamentações e assegure-se de que tudo está correto antes de dar início aos seus serviços remotos.

Achou este conteúdo interessante? Então, aproveite e compartilhe em suas redes sociais para que os seus pacientes também entendam como funciona a consulta online no Brasil!

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