Mobilidade clínica: o que é e quais são seus impactos no mercado?

Publicado por Faculdade IDE em 29 de maio de 2019
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Mobilidade clínica: o que é e quais são seus impactos no mercado?

Os avanços tecnológicos impactam o cotidiano das pessoas e as mais diversas áreas profissionais. Na saúde não seria diferente, e a mobilidade clínica surge como uma tendência, que em breve deve se tornar cada vez mais uma necessidade. 

A tecnologia móvel eleva o atendimento, capacita profissionais e aprimora a operação em clínicas e hospitais, criando novas possibilidades para o futuro da saúde. 

Mas afinal, o que é mobilidade clínica, e quais são os impactos e benefícios que ela pode trazer para o mercado na área da saúde? É exatamente sobre isso que se trata este artigo. Não deixe de ler!

O que é mobilidade clínica?

Trata-se do uso de dispositivos móveis, como computadores portáteis, tablets e celulares na gestão de instituições de saúde, otimizando o trabalho dos profissionais da área e permitindo a humanização do atendimento.

O uso de tais ferramentas permite aprimorar o fluxo de trabalho, automatizando alguns processos e melhorando a comunicação entre os diversos membros da equipe. A centralização do cadastro, por exemplo, possibilita aos diversos profissionais envolvidos no cuidado com o paciente, acessar dados como histórico, resultados de exames, sintomas e medicações prescritas.

A mobilidade clínica envolve uma série de novas tecnologias, como o prontuário eletrônico, a telemedicina, o monitoramento remoto e a inteligência artificial, dentre outras. Os hospitais e clínicas vêm se adaptando a essas tendências, preparando suas equipes, integrando e conectando sistemas, equipamentos e informações de saúde.

Além disso, a mobilidade clínica promete trazer o cuidado com a saúde para fora do ambiente hospitalar, envolvendo o cotidiano dos pacientes. Por meio dos wearables e aplicativos, as pessoas devem cada vez mais assumir o controle da sua saúde. 

Quais são as principais vantagens?

Embora o conceito venha ganhando força, a mobilidade clínica ainda não faz parte do cotidiano da maioria das instituições de saúde brasileiras. No entanto, está claro que o investimento vale a pena, já que as mudanças são capazes de trazer grandes vantagens.

Melhora do ecossistema de saúde

Um programa de mobilidade clínica bem-sucedido impacta os diversos envolvidos no ambiente hospitalar, ou seja, enfermeiros, médicos, técnicos de laboratório, radiologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, pacientes e outros.

A inteligência artificial pode aprimorar o atendimento em saúde, pois sua aplicação vai além do uso de robôs. Os aplicativos de IA utilizam algoritmos para analisar dados do paciente — idade, genética, histórico clínico, problemas médicos etc — revendo dezenas de dados em segundos, oferecendo um novo ponto de vista aos profissionais na hora de fechar um diagnóstico ou definir um tratamento. 

Na fisioterapia, por exemplo, a tecnologia vem contribuindo com soluções que envolvem realidade virtual, trajes robóticos e processo avançados de triagem. Esse último tem ampla aplicação na preparação física de atletas, prevenindo lesões. 

A metodologia realiza o monitoramento muscular, identificando falhas na biomecânica do movimento realizado pelo paciente. Chamada de TPM (The Performance Matrix), essa tecnologia fornece dados, que analisados por software especializado, permite ao fisioterapeuta adotar uma conduta preventiva mais precisa e eficiente. 

Aumento da eficiência operacional

Parte das horas de um plantão de enfermagem são gastas caminhando pelo hospital, de um leito ao outro, em idas ao laboratório, na busca por suprimentos, entre outras tarefas. A mobilidade clínica reduz e muito a necessidade de locomoção, aumentando o tempo da enfermeira ao lado do leito, permitindo um atendimento mais humanizado.

A tecnologia permite o monitoramento dos sinais vitais do paciente enquanto se locomove pelo hospital, a confirmação do pedido de um exame antes de fazer a coleta, acesso aos registros de saúde e resultados de exame e localização e rastreamento de suprimentos em estoque, por exemplo.

Otimização dos meios de comunicação

O atendimento ao paciente envolve uma equipe multidisciplinar, que obviamente precisa se comunicar com clareza e objetividade. De acordo com The Joint Commission, 70% dos erros médicos podem ser atribuídos à falta de comunicação. 

Meios de comunicação mais modernos permitem o suporte à tomada de decisão no ponto de atendimento, por intermédio de consultas rápidas e monitoramento remoto, melhorando a comunicação entre os diversos membros da equipe.

No caso dos fisioterapeutas e nutricionistas, por exemplo, que em geral não têm um contato tão frequente com o paciente, é possível acessar os dados armazenados em nuvem, de qualquer lugar, desde que haja acesso à internet. Dessa maneira, a assistência ao paciente é muito facilitada.

Modernização da infraestrutura

Os avanços tecnológicos impactam sistemas dentro e fora dos hospitais — sistemas de refrigeração, geração de energia, caldeira, lavanderia e gases medicinais — conectando-os e aprimorando os serviços prestados.

Assim, a automatização de serviços hospitalares cria fluxos de trabalho de alta eficiência, minimizando erros e reduzindo custos. Como consequência, temos a melhora no atendimento e o aumento da satisfação do paciente

Como o paciente também é beneficiado?

Diante de todas essas vantagens não é difícil prever os benefícios aos pacientes, da melhora do atendimento à ampliação da segurança.

Porém, outro aspecto da mobilidade clínica que é relevante para o paciente, é o aumento do seu empoderamento, assumindo o protagonismo no controle da sua saúde e bem-estar.

Dispositivos vestíveis (wearables) e aplicativos para celulares são algumas das ferramentas utilizadas pelos pacientes para monitorar seus dados de saúde, como pressão, taxas de glicose, peso, condicionamento físico, entre outras.

O compartilhamento desse dados com os médicos torna o tratamento mais eficiente e o atendimento mais rápido. Além disso, há um aumento da consciência em relação aos cuidados preventivos com a saúde.

No âmbito hospitalar, podemos citar como principais benefícios ao paciente:

  • mais segurança no atendimento, 68% das enfermeiras que usam tecnologia móvel informam redução nos erros de administração de medicamentos, estudo realizado pela Zebra Technologies, em 2017;
  • melhoria na qualidade do atendimento, relatada por 63% dos participantes da pesquisa realizada pela Zebra, citada anteriormente;
  • aumento na personalização dos cuidados de saúde;
  • maior facilidade de acesso a exames e resultados diagnósticos.

A transformação digital na saúde — saúde 4.0 — tem trazido uma série de novas possibilidades a respeito do cuidado com o paciente e da promoção do bem-estar. No entanto, tamanha evolução cria uma demanda por profissionais capacitados em tecnologia. 

A mobilidade clínica já é uma realidade nos hospitais e tende a se tornar mandatória nos próximos anos. Por isso, é essencial que os profissionais de saúde se mantenham atualizados não só quanto aos avanços científicos como em relação as novas tendências tecnológicas para o setor. 

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