Precisamos falar sobre segurança do paciente na área da saúde

Publicado por IDE Cursos em 25 de janeiro de 2019
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Precisamos falar sobre segurança do paciente na área da saúde

Grandes prejuízos acontecem quando a segurança do paciente é comprometida por erros, acidentes ou negligência, seja no sistema de saúde público ou privado. As consequências desses atos podem variar de ligeiro incômodo até graves complicações.

O alto índice de acidentes se tornou um alerta para as instituições e órgãos relacionados à área da saúde. Buscando maneiras de melhorar a qualidade da assistência ao paciente em âmbito hospitalar, clínico e até mesmo domiciliar, foram providenciadas medidas para preservar sua saúde e integridade.

Desenvolvemos este artigo com a intenção de realçar a importância e esclarecer possíveis dúvidas sobre esse assunto que se tornou um desafio para os profissionais de saúde. Continue conosco e confira!

O que é segurança na saúde?

Trata-se de práticas e estudos realizados para diminuir ou eliminar os riscos na assistência à saúde envolvendo o paciente. Envolve ações promovidas por instituições de ensino e saúde, com o intuito de reduzir os riscos de danos que podem ser evitados.

Em 2013, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Segurança do Paciente, instituído pela Portaria GM/MS nº 592/2013, com a intenção de diminuir os danos causados por negligência e imperícia.

Por que a segurança é importante?

Muitas vezes, a falta de humanização é identificada nos serviços de saúde, como falta de atenção ao paciente (considerando somente seu diagnóstico e tratamento) e falta de informações sobre seu quadro.

Ainda podemos citar a inibição de paciente e familiares, rotulação em função de algum comportamento característico, exposição de intimidade física e emocional, falta de estrutura para atendimento e falta de inclusão familiar na atenção. Esses fatores influenciam na segurança e satisfação do paciente.

Ao recebê-lo na admissão, a unidade hospitalar tem como principal preocupação preservar seu bem-estar e evitar riscos no período em que receberá os cuidados necessários. Esses tipos de situações não intencionais podem prolongar o tempo de internação e agravar seu quadro.

Um educador físico ao iniciar sua aula, deve conhecer o estado de saúde de seus alunos para conseguir desenvolver atividades com mais qualidade e segurança, evitando acidentes e lesões. Esses são exemplos claros de ações que podem ser realizadas na intenção de evitar complicações.

Importantes iniciativas são utilizadas para que essas situações sejam evitadas, seja em âmbito hospitalar ou até mesmo em escolas, variando entre protocolos até fisioterapia preventiva.

Qual o momento de se preocupar?

A promoção à saúde e segurança do paciente devem ser iniciadas no primeiro contato com a equipe. Enfermeiros devem se preocupar desde a admissão do indivíduo, antes mesmo da assistência, assim como o farmacêutico, ao conferir a prescrição e os medicamentos mais de uma vez, o nutricionista certificando-se de desenvolver a dieta certa para a pessoa certa.

Isso também deve acontecer fora do ambiente assistencial, quando o mesmo educador físico que reconhece os limites de seus alunos, desenvolve atividades especiais para a integração e inclusão daqueles com necessidades especiais.

Protocolos básicos de segurança do paciente

A Portaria GM/MS nº 592/2013 elaborou um conjunto de protocolos a serem elaborados e seguidos de maneira ética em todas as instituições, contendo os temas desenvolvidos abaixo.

Identificação de pacientes

Esse protocolo tem como objetivo garantir que o paciente esteja identificado corretamente na intenção de reduzir incidentes. Essa questão pode parecer simples, no entanto, a administração errada de fármacos, troca de resultados, tratamentos errôneos e cirurgias realizadas em pessoas erradas, é um problema comum. Tal procedimento é realizado para assegurar que o cuidado prestado seja para a pessoa correta.

O engano pode também ser causado pelo próprio paciente devido à distração, nervosismo e pressa, por esse motivo, o protocolo estabelece procedimentos para identificar desde o paciente até os equipamentos utilizados.

Como meio de garantir a identificação correta, todos os profissionais devem participar desse processo, desde a admissão, consultas, cuidados, procedimentos, transferências, e administração de medicamentos.

Todo profissional deve realizar checagem com o paciente, solicitando o seu nome e data de nascimento, confirmando-os com a pulseira de identificação e etiquetas no prontuário médico. Algumas práticas em que a confirmação da identificação do paciente deve ser realizada antes dos cuidados, são:

  • administração de medicamentos, hemocomponentes e hemoderivados;
  • consulta ambulatorial;
  • coleta de material biológico;
  • entrega de dieta;
  • administração de dieta;
  • realização de exames diagnósticos;
  • realização de procedimentos invasivos e cirúrgicos.

O protocolo ainda sugere encorajar a família e o paciente a participar dessas fases de identificação para esclarecer sua importância, sempre pedir que diga seu nome em vez de apenas confirmá-lo, conferir a identidade não só no primeiro contato, mas a cada consulta, intervenção ou cuidado (seja com o paciente ou com o prontuário), identificar todos os objetos utilizados por ele, e verificar rotineiramente a identificação na pulseira e registro do paciente, mesmo conhecendo-o.

Os acidentes que envolvam identificação incorreta do paciente devem ser notificados de acordo com a legislação.

Prevenção de quedas

Tem como finalidade diminuir a ocorrência de quedas de pacientes e os danos resultantes por meio de implementação de medidas que avaliem esse risco, garantindo cuidado multiprofissional, ambiente seguro, e promovendo a educação do paciente e familiares.

Durante a hospitalização o risco de queda aumenta, pois o paciente se vê em ambientes que não são familiares e, em muitas vezes, são portadores de doenças que podem aumentar esse risco, assim como alguns procedimentos terapêuticos.

Esse risco também pode acontecer em casa, com pessoas debilitadas, portadoras de sequelas ou doenças que predisponham o risco (neurológicas, motoras) e em tratamentos domiciliares. As quedas em ambientes clínicos, hospitalares e domiciliares são mais frequentes em pacientes idosos, pediátricos, com problemas neurológicos e em reabilitação.

O impacto negativo causado pela queda gera depressão, ansiedade e medo de voltar a se machucar, contribuindo para o risco de uma nova queda. Aumenta também o tempo e permanência do paciente em ambiente hospitalar, aumentando custos, repercutindo na credibilidade da instituição e equipe.

Além de estarem associadas com as condições do indivíduo (redução de mobilidade, idade, patologias), a queda também está relacionada a fatores externos (uso de medicamentos) e organizacionais (piso molhado, objetos no chão, altura inadequada da cama) e a inadequação de recursos de prevenção.

O protocolo ainda lista intervenções para que a prevenção de quedas seja efetiva:

  • avaliação do risco de queda (realizado no momento da admissão e com a escala adequada);
  • identificação do paciente com risco sinalizando à beira do leito;
  • agendamento de cuidados de higiene pessoal (evitando que o paciente faça sozinho);
  • revisão periódica de medicação;
  • atenção e orientação sobre os calçados utilizados;
  • educação de pacientes, familiares e equipe multiprofissional;
  • notificação e revisão de queda para identificar possíveis causas.

Para unidades de saúde, algumas medidas devem ser adotadas conforme legislação vigente para criar ambiente físico que minimize os riscos, como pisos antiderrapantes, corredores livres de obstáculos, barras de segurança nos banheiros, boa iluminação e mobiliário adequados, reavaliação do risco em caso de transferência ou mudança no quadro clínico, comunicação efetiva entre profissionais, serviços e familiares, entre outros.

Além das formas de prevenção citadas no protocolo, em casos de riscos associados à condição do indivíduo, a fisioterapia preventiva é uma ferramenta essencial para promover a saúde, revertendo casos de fraqueza muscular, falta de equilíbrio, diminuição da agilidade e degeneração articular.

Prática da higienização das mãos em serviços de saúde

A higienização das mãos tem como finalidade prevenir a transmissão de micro-organismos, controlando infecções cruzadas relacionadas à equipe, e visando a segurança do paciente e também dos profissionais envolvidos no cuidado.

Além dos serviços de saúde públicos e privados, essas medidas devem ser aplicadas em qualquer nível de complexidade ou contato com o paciente, realizadas de forma simples, asséptica, ou fricção, de acordo com a necessidade. Como exemplo, o farmacêutico de uma instituição que não tem cuidado direto com o paciente, deve executar a prática antes e depois de realizar a preparação das medicações.

De acordo com o protocolo, os momentos essenciais e necessários de higienização das mãos, são:

  • antes e depois de contato com o paciente;
  • antes de realizar procedimentos limpos ou assépticos;
  • antes do manuseio de dispositivos invasivos;
  • ao passar de um espaço contaminado para outro;
  • após risco de exposição ou contato com excreções, pele não íntegra ou fluidos corporais;
  • após contato com superfícies e equipamentos próximos do paciente;
  • após remover EPIs (equipamentos de proteção individual).

Também é preconizado o fácil acesso a produtos de higienização das mãos, como preparação alcoólica, devendo estar próximo do alcance do profissional sem que seja preciso deslocar-se do ambiente em que se encontra.

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da instituição deve realizar treinamentos fornecendo capacitação e educando os profissionais de saúde sobre a importância de lavar as mãos e a indicação para realizá-la, assim como o monitoramento das práticas e da infraestrutura.

Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos

Esse protocolo foi desenvolvido para garantir e promover práticas seguras no uso de medicamentos em todos os estabelecimentos prestadores de cuidados à saúde, em todos os níveis em que medicamentos sejam utilizados, seja para cuidados paliativos, tratamentos, exames ou profilaxia.

Eventos adversos no processo de assistência à saúde são frequentes, como administração em via errada, dispensação de medicamentos para paciente errado, erros provocados por prescrições ilegíveis, armazenamento indevido e outros.

Como forma de reverter esse quadro preocupante, essas medidas foram estabelecidas. Identificar a natureza e determinar as falhas, é uma forma de agir possibilitando a prevenção de erros de medicação e danos consequentes, podendo assim contribuir para melhorar a segurança do paciente.

Estratégias como padronização de processos, educação permanente, e acompanhamento das práticas em todas as etapas envolvendo o medicamento, devem ser promovidas como intenção de reduzir as falhas.

Algumas das estratégias, são:

  • identificar paciente, prescritor, instituição no prontuário;
  • evitar uso de abreviaturas, e escrever de forma legível;
  • utilizar denominação comum de medicamentos;
  • adotar sistema métrico para expressar doses;
  • destacar alergias no prontuário;
  • padronizar medicamentos;
  • checar dosagens em que devem ser calculado peso, principalmente em casos pediátricos;
  • conferir prescrição de doses e ter dupla checagem de todas equipes envolvidas;
  • descrever diluição, velocidade de infusão e via de administração;
  • utilizar prescrição verbal somente em emergências;
  • adotar suporte eletrônico de prescrição;
  • checar via, paciente, dose, medicamento e hora certa antes de realizar a administração;
  • desenvolver técnicas para a dispersão segura do medicamento na farmácia;
  • padronizar dispersão;
  • armazenar de forma correta;
  • monitorar e notificar erros.

É primordial que o profissional participe do processo do início ao fim como forma de evitar erros, assim como solicitar revisão de outro profissional quando houver dúvida e utilizar equipamentos de medida padronizados.

Prevenção de úlcera por pressão

Com a intenção de combater a ocorrência de úlcera por pressão (UPP) — lesão na pele e tecido, geralmente sobre uma proeminência óssea, causada pela pressão e/ou cisalhamento — e outras lesões de pele, foi desenvolvido o protocolo. A UPP é uma consequência muito comum em pacientes que permanecem hospitalizados por grande período.

Também é comum em pessoas acamadas em seus domicílios quando não conseguem receber atenção e cuidados indicados. A incidência da úlcera por pressão aumenta na proporção em que aumentam os fatores de risco, como idade avançada e restrição ao leito.

São relativamente simples as medidas de cuidados que devem ser aplicadas para a manutenção da integridade da pele de pacientes restritos, a maior parte das medidas preventivas e recomendações para avaliação da pele podem ser utilizadas para qualquer tipo de lesão cutânea.

No entanto, diferente de outras alterações da pele, a úlcera tem sido a grande preocupação dos serviços de saúde, pois sua ocorrência tem grande impacto na vida do paciente e também dos familiares, devido ao prolongamento de internações e riscos para infecções.

UPP causam danos consideráveis, dificultando o processo de recuperação, prolongando internações, causando dores e o desenvolvimento de infecções graves podendo levar o paciente a óbito.

As recomendações para prevenção podem ser aplicadas em todas as pessoas vulneráveis, em cuidados hospitalares, continuados ou domiciliares, de toda faixa etária. As intervenções devem ser adotadas por toda equipe de saúde envolvida no cuidado de pacientes e indivíduos com risco de desenvolver úlceras por pressão.

A maior parte dos casos pode ser evitada se forem identificados os pacientes com risco e implementar estratégias de prevenção. As etapas que foram desenvolvidas para prevenção das úlceras por pressão, são:

Etapa 1

Avaliar a existência de UPP ou lesões na pele na admissão do paciente, ou o risco de desenvolvê-la analisando mobilidade, incontinência, estado nutricional e déficit sensitivo. Para isso, recomenda-se o uso da escala de Braden.

Etapa 2

Reavaliar diariamente o risco em todos os pacientes. A gravidade complexidade dos quadros apresentados resultam na necessidade de reavaliação, permitindo aos profissionais ajustar as estratégias de prevenção de acordo com as necessidades apresentadas no momento.

Etapa 3

Os pacientes que apresentarem risco para úlceras de pressão precisam de inspeção diária em toda a pele. Em geral, esses indivíduos podem apresentar degeneração cutânea em poucas horas, por esse motivo a inspeção diária é essencial.

Deve-se dar maior atenção para áreas de alto risco de desenvolvimento, examinando regiões como a sacral, trocanter, ísquio, calcâneo, escapular, maleolar, occipital e outras submetidas à pressão pela presença de tubos, drenos e cateteres. O diagnóstico diferencial distinguindo as lesões auxilia o tratamento e cuidado, assim como o registro apropriado das alterações.

Etapa 4

A pele úmida é vulnerável e propicia o desenvolvimento de lesões. Sempre que a pele for limpa, a orientação é incluir o uso de agente de limpeza suave, minimizando a irritação e mantê-la hidratada.

É preciso atenção para minimizar a exposição da pele à umidade que pode ser por transpiração, incontinência ou exsudatos. Essas fontes devem ser controladas e agentes tópicos devem ser usados para atuar como barreiras, hidratando a pele.

Etapa 5

Ao avaliar o paciente como possível risco de UPP, deve-se revisar fatores nutricionais e de hidratação, já que pacientes com déficits nessas áreas apresentam perda de massa muscular e peso, o que torna os ossos mais salientes e dificulta a deambulação.

Baixo fluxo sanguíneo e edemas costumam acompanhar esses déficits, resultando em lesões por isquemia, que contribuem para lesões cutâneas. Ingestão calórica, líquidos e proteínas auxiliam na manutenção de um estado nutricional adequado. Recomenda-se que nutricionistas sejam consultados na intenção de avaliar e propor intervenções apropriadas.

Etapa 6

A preocupação principal nessa etapa é a redistribuição da pressão, principalmente em proeminências ósseas. Todos os esforços devem ser realizados para distribuí-la:

  • reposicionamento e mudança de decúbito;
  • medidas preventivas para fricção e cisalhamento;
  • uso de colchões e camas para prevenção de UPP;
  • uso de superfícies de apoio para prevenção de UPP.

Cirurgia segura

O protocolo da cirurgia segura foi realizado com a finalidade de implantar medidas para diminuir incidentes, eventos adversos e mortalidade cirúrgica e possibilitar, assim, o aumento da segurança do paciente na realização de procedimentos cirúrgicos.

As técnicas cirúrgicas, assim como as tecnologias na saúde, foram aperfeiçoadas nas últimas décadas, aumentando também as chances de tratamento e recuperação de patologias complexas. Entretanto, esse avanço também foi responsável pelo crescimento expressivo do número de erros que podem resultar em danos, incapacidade e morte do paciente.

Esse protocolo deve ser aplicado em todos os locais de instituições de saúde que realize procedimentos, sejam para diagnósticos, terapêuticos, dentro ou fora do centro cirúrgico, por qualquer profissional. Os fatores que concorrem para que o procedimento seja realizado de maneira segura são:

Lista de identificação

É dividida em 3 tempos, antes da indução anestésica — o condutor deve confirmar identificação, procedimento, local, consentimento, anestesia, histórico de alergia —, antes da incisão cirúrgica (apresentação da equipe, confirmação do paciente e procedimento, confirmação de medicamentos profiláticos), e antes do paciente sair da sala (contagem de compressa e instrumentos, identificação de amostras cirúrgicas se houver, revisão de cuidados e providências pós-operatórias, da recuperação e remoção da sala cirúrgica).

Demarcação de lateralidade

A identificação do local a ser operado deve ser realizado pelo médico membro da equipe cirúrgica, se possível, com o paciente ainda acordado e consciente, confirmando o local da intervenção. O condutor de lista deverá confirmar a demarcação em casos de lateralidade, múltiplas estruturas ou níveis.

Segurança anestésica

A segurança anestésica deve ser verificado pelo condutor, solicitando ao anestesiologista a confirmação da verificação que envolve:

  • funcionamento de monitor multiparamétrico;
  • alergias conhecidas;
  • avaliação de vias aéreas e risco para aspiração;
  • risco de perda sanguínea;
  • checagem de medicamentos.

Equipe cirúrgica

É realizada a apresentação de cada membro presente na sala enquanto o condutor confirma a presença de cada um. Após esse momento, é confirmada novamente a identificação do paciente, procedimento e local. A partir desse momento são verificados durante o procedimento:

  • previsão de eventos críticos;
  • revisão de complicações anestésicas;
  • confirmação verbal e revisão de condições de esterilização;
  • realização de profilaxia antimicrobiana;
  • verificação de exames de imagem.

Avaliação pós-procedimento

Após a realização do procedimento, o cirurgião deve confirmar com a equipe e condutor exatamente o que foi realizado, também deverá ser realizada a contagem de instrumentais, compressas e agulhas, identificar amostras coletadas, documentar equipamentos com problemas, e reavaliar medidas para recuperação pós-operatória.

Educação do paciente

Para que o Programa Nacional de Segurança do Paciente seja eficaz, assim como os profissionais de saúde, pacientes e familiares também devem estar engajados na promoção de segurança.

O paciente deve ser encorajado a participar ativamente de seus cuidados, questionando e interagindo com a equipe, uma vez que ele tem o conhecimento de seu histórico. Além disso, desenvolver um ambiente em que paciente e familiares sejam ativos na busca de segurança e promoção de saúde, gera motivação e satisfação com o cuidado prestado.

Abaixo estão algumas formas de educar paciente e familiares para que se envolvam com a segurança:

  • estimular familiar, ou responsável a participar de decisões no cuidado em casos em que a tomada de decisão pelo paciente esteja prejudicada (pacientes psiquiátricos, pediátricos, anestesiados, em tratamento intensivo);
  • utilizar diferentes maneiras de se comunicar de acordo com as diferenças apresentadas, por exemplo, pacientes com alguma deficiência visual, auditiva, respeitando sempre o tempo necessário para compreensão;
  • disponibilizar tempo para esclarecer dúvidas e questionamentos de paciente e família, ouvindo-os e promovendo a educação a saúde. Isso auxilia no fortalecimento do vínculo com os profissionais da equipe evitando que eventos adversos ocorram;
  • respeitar as fragilidades do paciente durante seu tratamento, uma vez que tais aspectos podem influenciar suas respostas;
  • confirmar a compreensão das informações solicitando que o paciente repita-as;
  • estimular o paciente a ter conhecimento dos seus direitos e responsabilidades. Ter liberdade para consultar seu prontuário, saber sobre a equipe que o atende.

Você pôde compreender como a segurança do paciente é de suma importância para a recuperação do quadro patológico em que se encontra, contribuindo para a promoção de saúde e evitando maiores complicações em ambiente hospitalar, clínico, e domiciliar.

Pensando em como é essencial garantir a segurança do paciente para contribuir com seu tratamento e evitar maiores gravidades, separamos para você nosso Manual do Profissional da Saúde: Como garantir a Segurança do Paciente. Ele vai ajudá-lo a colocar a prevenção da segurança em prática. Boa leitura!

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