Outubro Rosa: 6 toques sobre essa data

Publicado por Faculdade IDE em 16 de outubro de 2020
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Outubro Rosa: 6 toques sobre essa data

Outubro Rosa é o mês da conscientização para o câncer de mama, uma doença que afeta majoritariamente as mulheres. Nesse período, é fundamental levantar ideias importantes sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dessa patologia.

Essa iniciativa surgiu há cerca de 30 anos, com o objetivo de promover o alerta do autocuidado e da necessidade de tratar essa doença o quanto antes. No Brasil, o movimento ganhou força no ano de 2002, com campanhas realizadas por diversas organizações.

Nós não poderíamos ficar de fora desse movimento e, por isso, vamos dar seis toques neste post, para incentivar a conscientização acerca do câncer de mama. Acompanhe e saiba mais sobre esse assunto tão importante!

1. O Outubro Rosa não fala apenas sobre câncer de mama

O Outubro Rosa não trata apenas do câncer de mama. Indo mais além, essa iniciativa tem como proposta alertar para os cuidados com a saúde da mulher, principalmente, incentivando o autoexame e as consultas periódicas ao médico.

Além disso, vale ressaltar que mulheres trans também podem desenvolver câncer de mama, principalmente as que fizeram terapia hormonal. No entanto, esses casos são raros, mas ainda não dispensam a necessidade de realizar exames periódicos, assim como o autoexame.

2. Os homens também podem ter câncer de mama

É importante lembrar das ressalvas. Apesar de ser raro, os homens também podem ter câncer de mama. Para contextualizar, essa é uma doença causada pela reprodução anormal de células localizadas nas glândulas mamárias.

Alguns homens podem apresentar glândulas mamárias. O nome dado a essa condição é ginecomastia, que nada mais é que uma consequência de alterações hormonais que ocorrem durante o período da puberdade.

É imprescindível falar que homens trans também podem sofrer com o câncer de mama. De fato, a mastectomia subcutânea reduz consideravelmente as chances de ser acometido por essa doença, mas não anula todas as possibilidades. Já se não foi realizada a retirada da mama, é fundamental fazer a mamografia anual, a partir dos 40 anos, como recomenda a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Por isso, é fundamental que os homens, cis ou trans, procurem um médico imediatamente se notarem alguma mudança no formato ou aparência dos seios ou dos mamilos, sentir um nódulo na região mamária ou das axilas ou perceber uma secreção no local.

3. Há hábitos diários que podem prevenir essas complicações

Realizar práticas saudáveis no dia a dia auxilia a manter o bom funcionamento do corpo e prevenir inúmeras doenças, inclusive o câncer. A seguir, confira alguns hábitos diários que podem ser adotados!

Praticar exercícios físicos regularmente

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é fundamental realizar cerca de 150 minutos de atividades físicas leves ou moderadas por semana. Além do mais, manter o corpo em movimento é uma maneira de reduzir a produção de substâncias associadas ao surgimento de células cancerígenas, como o estrogênio.

Manter uma alimentação equilibrada

Algumas mudanças nos hábitos alimentares, como eliminar alimentos ultraprocessados do cardápio e incluir produtos como lentilha, chia, chá-verde, castanha-do-pará e frutas vermelhas, entre outros, na alimentação, contribuem para a prevenção do câncer de mama.

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Evitar o tabagismo

Um dos fatores de risco para o câncer de mama é o tabagismo. Além disso, essa prática está aliada a diversas outras complicações de saúde, inclusive outros tipos de câncer. Por isso, cortar o cigarro é fundamental para a qualidade de vida de um indivíduo.

Dormir bem

Há indícios de que a melatonina, hormônio que ajuda a fazer a manutenção do sono, esteja associada à prevenção dessa doença. Por isso, manter a higiene do sono, a fim de ter noites bem-dormidas, é outro hábito fundamental.

4. Para cada idade há uma necessidade diferente

Como mencionado, a recomendação é que as mulheres comecem a realizar a mamografia, uma vez por ano, a partir dos 40 anos. Afinal, o câncer de mama costuma afetar os indivíduos conforme a idade avança, embora a doença não seja exclusiva para pessoas acima dessa faixa etária.

Antes dessa idade, é fundamental procurar um médico caso note a presença de um nódulo na região das mamas que persista por mais de um ciclo menstrual. Além disso, são sintomas que precisam ser analisados:

  • alteração na aparência do mamilo (ressecamento, edema, vermelhidão etc.);
  • presença de secreção na região;
  • mudança no formato da pele da mama;
  • inchaço ou variação no tamanho de apenas um seio;
  • inversão do mamilo;
  • nódulo na mama ou nas axilas;
  • dor persistente na área.

5. O seu histórico familiar faz muita diferença

Existem diversos fatores para o surgimento de câncer de mama, sendo o histórico familiar um dos mais importantes. Quando parentes de primeiro grau apresentaram essa doença, isso pode indicar de que ela está presente de maneira genética, e pode ser hereditária.

No entanto, isso não garante que se um parente próximo sofreu com câncer que você também sofrerá. Nem que uma pessoa que não tem histórico da doença na família não possa apresentá-la.

O histórico familiar apenas ressalta o aumento da probabilidade de ter essa complicação de saúde. Quando isso ocorre, é fundamental que os filhos comecem os exames preventivos com antecedência. Por exemplo, se um parente foi diagnosticado com câncer aos 45 anos, é importante dar início aos exames, como a mamografia, aos 35.

6. O autoexame é mais que necessário

Por último, a questão mais importante: tocar-se. O autoexame é uma das maneiras de verificar alguns aspectos dos seus seios e identificar rapidamente caso surja uma alteração. O ideal é que essa prática seja realizada pelo menos uma vez por mês, de preferência entre três e cinco dias após o fim do ciclo menstrual — ou em um dia fixo no mês, caso você não menstrue.

O autoexame pode ser feito de diversas maneiras. Uma delas é olhando no espelho se há alterações aparentes, como vermelhidão, mudança na pele da mama ou ao redor, achatamento do seio, enrijecimento, entre outras características anormais.

Outra prática de autoexame importante é colocar um braço erguido para trás da cabeça e apalpar o seio desse lado — experimente fazer isso deitada e em pé. Pressione levemente, com movimentos em espiral, abaixo das axilas e em toda a circunferência da mama para verificar se não há nada diferente. Além disso, aperte com cuidado os mamilos para averiguar se nenhum líquido é expelido com esse movimento. Depois disso, basta repetir o mesmo procedimento no outro lado.

O Outubro Rosa existe porque o câncer é um assunto importante para ser falado. Por esse motivo, é fundamental conscientizar sobre a importância da prevenção e das boas práticas sobre o autocuidado. Assim, é possível garantir que mais pessoas estejam inteiradas sobre essas informações e participem dessa luta.

Sabia que você também pode contribuir para a conscientização de todo o público? Para isso, é só compartilhar este post em suas redes sociais a fim de que o assunto atinja ainda mais pessoas!

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