Práticas Integrativas e Complementares: o que são e como funcionam?

Os sistemas de saúde de todos os países passam por mudanças constantes nos seus protocolos. Dessa forma entrando em sintonia com as melhores práticas e permitindo o aperfeiçoamento dos seus profissionais. Diante dessa realidade, entender o que são práticas integrativas e complementares é essencial.

Essas são importantes ferramentas, que se traduzem em um recurso valioso nos mais diversos quadros clínicos e conjunturas que se apresentam. Especialmente se considerarmos a variabilidade e a quantidade de quadros distintos que existem. Continue lendo e aprenda um pouco mais sobre esse tema! 

O que é a PNPIC?

A sigla PNPIC é referente à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Trata-se de uma estratégia introduzida no Brasil em 2006, depois de ser aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde. Dessa maneira, surgiu sob estímulo da Organização Mundial de Saúde. Que por sua vez desde a década de 1970 estimula o uso das medicinas tradicionais (assim são chamadas as PICs fora do Brasil). Primordialmente, contava com apenas cinco práticas, mas essa lista foi aumentando e novas possibilidades foram abertas para os nossos pacientes.

O seu preceito básico é o de proporcionar terapias alternativas à medicina, desde que os tratamentos e as técnicas sejam baseados em sólidas evidências. Atualmente, anualmente acontecem milhões de intervenções desse tipo no SUS, e essa realidade tende a aumentar com a difusão dos métodos e dos conhecimentos profissionais.

Definitivamente, estamos entre os países que mais oferecem suporte a essa modalidade, sobretudo na atenção básica. Afinal seu uso é bastante amplo, uma vez que apresenta muitos benefícios com poucos recursos gastos.

Quais práticas compõem a PNPIC?

Até aqui, você já compreendeu um pouco melhor o que é a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Portanto chegou a hora de conhecer algumas das principais técnicas que são aplicadas no contexto do nosso Sistema Único de Saúde. A PNPIC na sua primeira edição era composta por apenas 5 PICs. Atualmente conta com 29, continue lendo e descubra algumas delas! Confira também a lista completa no site do ministério da saúde .

Acunputura

Você certamente já ouviu falar sobre a Medicina Tradicional Chinesa e as suas principais práticas, entre as quais se destaca a acupuntura. Algumas técnicas empregadas nesse contexto são muito interessantes não apenas pela sua eficiência, mas porque produzem resultados interessantes mesmo com pouco aporte financeiro.

A ideia é criar uma relação harmônica entre as partes do organismo humano, visando a integridade e o bem-estar geral como fundamento. A acupuntura propriamente dita é uma terapia milenar, na qual diversas finas agulhas são inseridas minuciosamente em pontos estratégicos do corpo do paciente.

Estudos mostraram a eficácia desse método para diversos tipos de quadros e patologias, com relatos de melhora para as mais variadas doenças de ordem física ou emocional, entre as quais podemos incluir dores crônicas, sinusite, asma, enxaqueca, incômodos musculares, artrite ou artrose, além de apurar globalmente o sistema imunitário.

Ao estimular as terminações nervosas existentes na pele e nos outros tecidos, mensagens são enviadas até ao cérebro, desencadeando diferentes efeitos e reações, com ação analgésica ou anti-inflamatória. 

Homeopatia

A homeopatia também faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, e a sua relevância no sistema médico se dá especialmente pelo seu caráter holístico, baseado nos princípios vitalistas e no uso da lei dos semelhantes enunciada por Hipócrates no século IV antes de Cristo.

Apesar de ainda sofrer relutância por parte de muitas pessoas e profissionais alopatas, seus preceitos são amplamente difundidos. A homeopatia é uma especialidade médica reconhecida no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina desde o ano de 1990 e regulada pela Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH).

Na prática, temos estudos e pesquisas apontando que homens, mulheres, crianças e até animais experimentam benefícios com o uso de medicações homeopáticas, principalmente o alívio e a cura de sintomas dos mais diversos tipos de quadros, como alergias, sinusite, insônia, asma, depressão, ansiedade e muito mais.

Yoga

O Yoga ou Ioga é um termo de origem sânscrita, que tem a sua linhagem de algumas das mais tradicionais disciplinas físicas originárias da Índia. Algumas pessoas acham que essa arte está relacionada apenas a torcer ou movimentar o corpo de uma maneira estranha, mas as técnicas vão muito além de meras posturas.

No âmbito da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, o que mais é aplicado aos pacientes é a promoção do conjunto de conhecimentos, que tentam harmonizar o corpo e a mente por meio de técnicas de respiração e posturas específicas — também como forma de exercício. 

São muitos ramos diferentes, que podem se adaptar aos mais variados perfis de praticantes, gerando resultados importantes como:

  • a conquista e a manutenção de uma boa saúde no geral;
  • a melhora de problemas respiratórios;
  • a redução da ansiedade;
  • mais flexibilidade;
  • o aumento da concentração;
  • mais tranquilidade;
  • grande paz interior, entre outros.

Fitoterapia

Por fim, a fitoterapia também faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e vem ganhando muito espaço nos últimos anos, sobretudo pelo aumento de pesquisas na área e a descoberta de novos princípios ativos, que produzem resultados melhores, mais eficientes e sem efeitos colaterais.

O conceito é contar com uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais ou substâncias derivadas delas em suas diferentes facetas farmacêuticas. Essa é uma forma de tratamento muito antiga, que era empregada por diversos povos, sobretudo em épocas ou locais onde não havia muitos medicamentos sintéticos disponíveis.

Desde 1978, a OMS (Organização Mundial de Saúde) vem expressando a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a Fitoterapia no âmbito sanitário, especialmente no que se refere à atenção primária de saúde, enfatizando e estimulando protocolos que incluam fitoterápicos para a terapêutica de diversos tipos de patologias.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares diferenciam dos tratamentos convencionais da medicina porque não focam na doença, mas na pessoa como um todo. Além disso, tem como objetivo oferecer tratamentos alternativos à medicina como a acupuntura, a homeopatia, o Yoga e a fitoterapia para auxiliar na redução de sintomas ou mesmo proporcionar o bem estar do paciente, auxiliando na cura de doenças ou condições físicas e psicológicas. 

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