TEA Meeting: 1º encontro do autismo

Publicado por Faculdade IDE em 11 de novembro de 2019
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TEA Meeting: 1º encontro do autismo

Nos dias 8 e 9 de novembro de 2019, aconteceu em Recife, a primeira edição do TEA Meeting. Evento dedicado a conscientização, atualização e engajamento de profissionais da área de saúde sobre o Autismo. O TEA Meeting foi criado e organizado pela Faculdade IDE e pelo Somar.

O Tea Meeting contou com minicursos e um ciclo de palestras. Todos abordando o autismo com uma visão multidisciplinar, de diferentes profissionais da área de saúde.

Continue lendo para ficar por dentro do que aconteceu nas palestras!

Sexta

Abertura do Evento

A abertura do evento ficou por conta de Júlio Pascoal, palestrante especializado em comunicação, que de forma dinâmica explicou como somos seres emocionais. Sobretudo que pessoas devem ser tratadas como pessoas, e que é fundamental respeitar o modelo de mundo do outro.

O ensino da linguagem falada para pessoas com TEA

Celso Goyos é coordenador do Instituto LAHMIEI-Autismo e Autor do livro “ABA: Ensino da fala para pessoas com autismo”, além disso também é professor da UFSCar. Em sua palestra, explicou que o domínio do mundo social inicia-se com o domínio da fala. Dessa forma a fala é um comportamento. Mostrou também o diagrama do ensino da linguagem falada. Em seguida explicou que com esse método, 8 a cada 10 crianças não verbais alcançaram o ecoico, que por sua vez consiste na correspondência entro um estimulo verbal e uma resposta verbal.

Sábado

Definindo comportamentos inapropriados e intervenções para evitá-los e minimizá-los

Fernanda Garner é psicóloga, especialista em Terapia Comportamental, também é Professora e supervisora clínica de profissionais que atuam com ABA no tratamento de pessoas com TEA. Em sua palestra mostrou a importância de definir um plano de intervenção tendo em vista a hipótese funcional, com o objetivo de maximizar os comportamentos apropriados e minimizar os inapropriados.

Seletividade Alimentar no TEA

Fonoaudióloga e mestra em linguística aplicada e estudos da linguagem, Mª Fernanda Cestari falou sobre seletividade alimentar. Inicialmente reforçou que nem todos que possuem TEA tem dificuldades alimentares. Mas comer é um ato social, e por isso as características no momento da refeição podem ser difíceis para os que possuem TEA.

O Neurofeedback e o Autismo

Paulo Cezar Do Nascimento Filho, especielista em Neuropsicologia com certificação Internacional BrainTreiner Neurofeedback, junto a Igor Tchaikovsky, mestre em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento e pesquisador da SOMAR Neuro abordaram o tema. Também participou da palestra a fisioterapeuta Deborah Marques. Eles mostraram como o TDCS -estimulação transcraniana por corrente contínua pode atuar como um priming para a terapia. A palestra foi muito dinâmica e inclusive contou com uma demonstração do TDCS.

Uma abordagem comparativa para fornecer tratamento ABA para crianças, adolescentes e adultos

Realizada pelo palestrante internacional Jason Garner, que trabalhou mais de 15 anos no CARD (Center of Autism and Related Disorder) nos EUA com abordagem ABA de crianças e adultos com vários diagnósticos. Além disso também atua como consultor no Centro Ativa de Terapia Comportamental no Brasil.

Em resumo, abordou os diferentes tipos de ABA para tratar indivíduos com diferentes intervalos de idade. São eles: VB-MAPP (sigla em inglês para Avaliação de Marcadores do Comportamento Verbal e Programa de Nivelamento) de 0 a 4 anos, ABLLS-R (do inglês: Avaliação de Linguagem Básica e Habilidades de Aprendizagem-Revisada) de 0 a 12 anos e VABS ( do inglês: Escala do Comportamento Adaptativo de Vineland) de 0 a 90 anos.

Em seguida falou sobre AFLSAvaliação das Habilidades de Vida Funcional e sua importância para a conquista de habilidades necessárias para uma vida independente.

A Odontologia no Paciente com TEA

A palestra foi ministrada por Adriana Zink, Dr.ª em Odontologia, especialista em Odontologia para pacientes com necessidades especiais e em educação na perspectiva do ensino estruturado para o Autismo.

Falou sobre materiais estruturados com aplicabilidade na odontologia para pessoas com TEA. Ressaltou que para atender pessoas com necessidades especiais é preciso fazer adequações. Dessa maneira mostrou a sua pesquisa sobre higiene bucal, realizada com 20 crianças. Em conclusão, 80% mostraram melhorias na realização da higiene bucal com apoio, isso é muito importante para evitar a automutilação.

Em virtude da escassez de profissionais de odontologia voltados para o atendimento de pessoas especiais, no Brasil temos apenas 715 profissionais atuando nessa área, Adriana também ressaltou a importância de os profissionais de odontologia voltarem sua atenção para esta área.

A importância da participação familiar na promoção da intensidade e da generalização no tratamento ABA de indivíduos com TEA

Juliana Franco, palestrante deste tema, é Psicóloga, especialista em Terapia Comportamental e também ministra aulas em cursos de formação em ABA, em diferentes estados do Brasil. Falou sobre os impactos familiares causados pelo diagnóstico do autismo, dentre eles: escassez de atividades de lazer e educacionais para pessoas com TEA, situação financeira, preocupação exacerbada com o futuro e falta de acesso ao serviço de saúde especializado.

Logo após falou sobre a contribuição da ABA na redução desses impactos. Além disso também indicou livros que podem ajudar os pais de crianças com TEA a maximizar as horas de intervenção, de forma forma acessível e baixo custo, são eles: Ajude-nos a aprender! Manual de treinamento em ABA, Kathy Leadr e Passo a passo, seu caminho, Guia Curricular Para o Ensino de Habilidades básicas, Margarida H. Windholz.

De acordo com Juliana, estudos comprovam que a participação familiar aumenta a probabilidade de resultados positivos.

Atualizações sobre genética e autismo

Na palestra ministrada por Diogo Lovato, pesquisador e geneticista molecular na Tismoo Biotech, especializada em Genética do TEA e condições de saúde associadas e pela Dra. Graciela Pignatari, colunista da Revista Ser Autista e sócio fundadora da startup de biotecnologia TISMOO. Durante a apresentação, eles reforçaram que não existe nenhuma relação ao autismo e a aplicação de vacinas. Inclusive, é comprovado que a maioria dos casos de autismo são hereditárias e as outras variações são sindrômicas. Dessa forma concluísse que o autismo é genético.

Também foram explicados os exames genéticos que podem ser feitos e como eles podem ajudar a entender porque o individuo tem autismo.

O 1º TEA Meeting foi um evento repleto de conhecimento sobre o autismo, nele foi possível vislumbrar a o TEA a partir da perspectiva de diversos profissionais da área de saúde. Assim como entender os desafios existentes e a necessidade de mais profissionais atuando nessa área.

Se você deseja mudar esse cenário, conheça o nosso curso de pós-graduação em Transtorno do Espectro do Autismo com ênfase na intervenção comportamental.

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Aguardo você na próxima edição!


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